Após 4 dias sem água, indígenas protestam em frente à sede da Vale, em Nova Lima
13/08/2026
(Foto: Reprodução) Após 4 dias sem água, indígenas protestam em frente à sede da Vale, em Nova Lima
Indígenas da Aldeia Katurama, de São Joaquim de Bicas, na Grande BH, protestaram nesta quinta-feira (13) em frente à sede administrativa da Vale, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima. A comunidade afirma estar há quatro dias sem abastecimento de água e cobrou da mineradora a realocação do território onde vive atualmente. Até por volta das 19h, os indígenas permaneciam no local.
Segundo a cacica Célia Ãgohó, a aldeia é formada pelas etnias Pataxó e Pataxó Hã hã hãe. Além da falta de água, os indígenas relatam aumento de doenças entre as crianças e morte de animais.
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A comunidade vivia às margens do Rio Paraopeba, contaminado após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019. Em 2021, os indígenas foram para uma área conhecida como Mata do Japonês, cedida pela Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira.
Desde a mudança, segundo os indígenas, a comunidade enfrenta problemas relacionados ao abastecimento de água. Eles defendem a transferência para um território que ofereça condições adequadas de vida.
A comunidade se considera “filha da água” e afirma que o acesso ao recurso é uma das principais reivindicações.
Protesto
Ainda de acordo com a cacica, até por volta de 19h, os indígenas permaneciam em frente à sede da Vale. Ainda segundo a comunidade, por volta das 18h, representantes dos indígenas e da Vale se reuniam dentro da unidade. A comunidade não entrou no prédio ou impediu a passagem de pessoas na empresa.
Em nota, a Vale afirmou que “vem cumprindo integralmente os acordos já celebrados com as comunidades indígenas”. A empresa disse também que segue aberta ao diálogo, respeitando os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.
A mineradora acrescentou que respeita o direito a manifestações pacíficas, desde que seja garantido o direito de ir e vir das pessoas e de as empresas desempenharem suas atividades.
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Protesto realizado durante a tarde desta quinta-feira na Grande BH
Marcio Martins/ATI INSEA