Artesão que produziu 11 mil sinos com técnica secular italiana sonha chegar ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

  • 11/01/2026
(Foto: Reprodução)
Artesão mineiro já produziu mais de 11 mil sinos e sonha com Aparecida Aos 13 anos, José Donizetti da Silva descobriu um ofício que levaria para a vida toda. Hoje, aos 71, ele carrega no currículo mais de 11 mil sinos fabricados, espalhados por catedrais de diferentes partes do mundo. E na fundição quase escondida em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e com a trajetória marcada por reconhecimento e fé, o artesão mantém um sonho simples e profundo: ver um sino feito por ele tocar no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ali no seu cantinho, o trabalho é feito com técnicas seculares herdadas das antigas fundições da Itália, preservadas de geração em geração. O conhecimento chegou até ele pelas mãos de um mestre artesão italiano, com quem aprendeu ainda adolescente. “Quando eu comecei a trabalhar com ele, já estava com seus 72 anos. Já fazia 10 anos que ele estava em São Paulo. Eu fui procurando aprender algo que pudesse ajudar minha família”, lembrou. Antes disso, José tentou outros caminhos. Ingressou na Escola da Força Aérea, mas a ajuda de custo não era suficiente para sustentar quem havia ficado em Minas Gerais. Foi então que decidiu apostar no aprendizado manual, e encontrou nos sinos um sentido maior. Ao falar do som que produz, a emoção toma conta. “Um padre, lá por volta de 300 antes de Cristo, criou uma peça e percebeu que aquilo dava som. Foi assim que nasceu o sino. Quando eu escuto o som do sino, sinto como se fosse uma voz do além, um Deus chamando para o compromisso, seja para cumprir ou para respeitar.” Ao longo da vida, José não fabricou apenas objetos de bronze, mas também memórias. Uma delas permanece viva como se tivesse acontecido ontem, durante a entrega de um sino para a Catedral de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. “Nós demoramos muito para concluir o serviço. Quando chegamos com o sino pronto, não havia guindaste. Tivemos que subir a escadaria com a ajuda dos fiéis e de pessoas da comunidade. De repente, beatas se aproximaram, ajoelharam e começaram a chorar, como se o sino fosse uma representação de Cristo”. O alcance do trabalho de José ultrapassou fronteiras. “O sino mais longe que eu fiz foi enviado para o Japão”, contou com orgulho sereno. Apesar das conquistas, ele não esconde que ainda há sonhos a realizar. “Quando olho para tudo que conquistei, diria para o José do passado que tenha força e perseverança, porque ele chegará onde deseja.” E o desejo segue firme, sustentado pela fé que sempre acompanhou o som dos sinos que moldou com as próprias mãos. “Eu sou da igreja. Gostaria que meus sinos chegassem em Trindade e em Aparecida.” Enquanto esse dia não chega, José segue em Uberaba, moldando o bronze e o tempo, acreditando que, assim como o som de um sino, os sonhos também encontram o caminho para ecoar longe. LEIA TAMBÉM: Gado destrói horta e pecuarista é condenado a pagar R$ 100 mil a agricultores familiares VÍDEO: Irmãos reencontram calopsita que sobreviveu à acidente Você viu? Acidentes com ônibus, ex-prefeito e cegonheira Aos 71 anos, José já produziu mais de 11 mil sinos TV Integração/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/01/11/artesao-que-produziu-11-mil-sinos-com-tecnica-secular-italiana-sonha-chegar-ao-santuario-nacional-de-nossa-senhora-aparecida.ghtml


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