Brasileiro de 25 anos morre em combate na guerra na Ucrânia ao ser atingido por drone, diz mãe
19/01/2026
(Foto: Reprodução) Felipe de Almeida Borges, de Santa Fé do Sul (SP), morreu em guerra na Ucrânia
Clarice Batista de Almeida/Arquivo pessoal
Um jovem de 25 anos de Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, morreu em combate na guerra na Ucrânia. A mãe, Clarice Batista de Almeida, disse que Felipe de Almeida Borges foi atingido por um drone na primeira missão em dezembro. A morte foi informada a ela no sábado (17).
À TV TEM, Clarice contou que o filho embarcou de São Paulo para Madrid, na Espanha, no dia 19 de novembro, com a justificativa de que iria viajar. A previsão de retorno para o Brasil, segundo a mãe, era no dia 1º de dezembro. Contudo, a mãe soube por amigos dele sobre o alistamento do filho na guerra.
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Felipe, conforme Clarice, foi convencido a se alistar mediante a promessa de pagamento de R$ 25 mil mensal e evitava falar com ela sobre o dia a dia no treinamento, uma vez que acreditava que a mãe ficaria preocupada e abalada com as notícias sobre a guerra.
Diante disso, Clarice relatou que a última vez que conversou com o filho foi dia 9 de dezembro, quando o jovem avisou ao irmão que iria ao campo de batalha. No dia seguinte, ficou incomunicável.
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No sábado, a irmã de Felipe soube da morte do jovem, após ser procurada por um amigo dele, que mantinha contato com um comandante da guerra. “O meu chão se abriu e eu comecei a ver ela desmaiando”, contou a mãe.
De acordo com a irmã, Felipe ficou gravemente ferido ao ser atingido por um drone. Agora, a família busca alternativas para a possibilidade do translado do corpo. No entanto, de acordo com o apurado pelo g1, Felipe atuou na linha de frente da batalha e, por isso, o corpo ainda não foi resgatado.
“O Felipe está morto desde dezembro. O Felipe não ficava o dia inteiro sem mandar mensagem, ele sabia a mãe preocupada que ele tinha. Ele foi para servir a uma guerra que não é dele. Ele pensou que dará uma vida melhor para a mulher dele e montar o próprio negócio dele. Mas, ele foi e morreu lá. Nada mais do que justo eles mandarem o meu filho de volta”, lamentou Clarice.
O g1 questionou o Ministério das Relações Exteriores sobre o translado do corpo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Brasileiro de Santa Fé do Sul (SP) morre em combate na guerra na Ucrânia ao ser atingido por drone
Clarice Batista de Almeida/Arquivo pessoal
Felipe de Almeida Borges de Santa Fé do Sul (SP) morreu durante guerra na Ucrânia
Clarice Batista de Almeida/Arquivo pessoal
Ministério recomenda que brasileiros recusem ir para guerras
Em junho deste ano, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de guerras armadas.
Segundo o órgão, tem sido registrado aumento no número de casos brasileiros que morrem em conflito de ambos os lados ou que encontram dificuldades para interromper a participação no serviço.
Por isso, o ministério recomendou que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas. De acordo com o órgão, a assistência consular, nesses casos, pode ser "severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas de outros países".
A guerra entre Rússia e Ucrânia
A guerra na Ucrânia e o futuro de Zelensky
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando o presidente russo Vladimir Putin autorizou uma ofensiva militar contra o território ucraniano. Desde então, a guerra provocou milhares de mortes, milhões de refugiados e intensos combates, especialmente no leste e sul do país.
A Ucrânia conta com apoio militar, financeiro e humanitário de países ocidentais, como os Estados Unidos e a União Europeia. A Rússia, por outro lado, enfrenta sanções econômicas internacionais.
Apesar das negociações em curso, não há perspectiva concreta de fim da guerra.
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