Marinha começa a usar sonar, equipamento de localização na água, para saber se crianças desaparecidas no Maranhão se afogaram
19/01/2026
(Foto: Reprodução) Duas semanas depois: o que se sabe sobre o desaparecimento de duas crianças no Maranhão.
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabele, de 6 anos, e Alan Michael, de 4, que desapareceram há duas semanas no interior do Maranhão, entraram em uma nova fase. A Marinha do Brasil passou a usar um sonar, equipamento que emite ondas sonoras para localizar objetos ou vestígios em águas turvas, para verificar a hipótese de que as crianças possam ter se afogado no rio Mearim, em Bacabal.
Os irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro, no quilombo de São Sebastião dos Pretos, comunidade com cerca de 250 moradores. Eles brincavam próximos à casa da avó quando deixaram de ser vistos. As buscas mobilizam forças de segurança de vários estados, o Exército e voluntários, somando mais de mil pessoas desde o início das operações. (Veja no vídeo acima.)
Nesta semana, as equipes também intensificaram as buscas no rio Mearim. O local onde Kauan foi encontrado fica a cerca de 50 metros da margem do rio. Além de mergulhadores, a Marinha passou a empregar o sonar para tentar identificar possíveis vestígios submersos.
Segundo os bombeiros, o objetivo é descartar ou confirmar a hipótese de afogamento, sem excluir outras linhas de investigação. “Todas as possibilidades estão sendo consideradas até que as crianças sejam localizadas”, afirmou um dos investigadores.
A Marinha passou a usar um sonar para tentar encontrar as crianças, caso elas tenham se afogado.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado vivo na mata por lavradores. Ele estava sem roupas e perdeu cerca de 10 quilos durante o período em que ficou perdido. Segundo a Secretaria de Saúde, o menino já se alimenta normalmente, recebe acompanhamento psicológico e deve receber alta nos próximos dias.
Em depoimento a investigadores e a profissionais especializados na escuta de crianças, Kauan contou que os três se perderam ao tentar atravessar a mata para evitar serem vistos por adultos. Ele relatou que, em determinado ponto, se separou dos primos, que já estavam exaustos. O rastreamento feito por cães farejadores confirmou o trajeto descrito pelo menino.
Após a localização de Kauan, os bombeiros redirecionaram os esforços exclusivamente para encontrar Ágatha e Alan. A área de buscas na mata, de pouco mais de 4 km², foi dividida em 45 quadrantes, monitorados com auxílio de aplicativos de geolocalização.
Familiares seguem angustiados com a falta de respostas. Ágatha foi vista pela última vez usando uma roupa amarela e com xuxinhas coloridas no cabelo. A mãe e a avó fazem apelos públicos para que, caso alguém esteja com as crianças, que as devolva.
As buscas continuam sem prazo para terminar.
Agatha Isabele e Alan Michael estão desaparecidos há duas semanas.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
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