Operação contra fraude no comércio de café prende 8 no ES; prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 430 milhões

  • 22/07/2026
(Foto: Reprodução)
MP cumpre mandados de prisão por fraude milionária no ICMS do café no ES Oito pessoas foram presas nesta quarta-feira (22) durante mais uma fase da Operação Recepa, que investiga um esquema de fraude no comércio de café no Espírito Santo. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Colatina, Rio Bananal, Guaçuí e Serra. Apenas entre 2021 e 2022, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 430 milhões. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os presos, que não tiveram os nomes divulgados, são denunciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As investigações apontaram que o grupo mantinha um esquema estruturado para sonegar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização de café produzido no estado. De acordo com a apuração, os envolvidos criaram empresas de fachada, conhecidas como "noteiras", para emitir notas fiscais falsas, ocultar a origem do café e dificultar o rastreamento da produção. Operação contra fraude no comércio de café prende 8 investigados no Espírito Santo Divulgação/MPES LEIA TAMBÉM: VITÓRIA: Ex-professor da Ufes demitido após falas racistas é preso por violência doméstica "QUE SE F***, QUE MEU P** CRESÇA": Quem é Anderson Goggi, presidente da Câmara de Vitória que viralizou após xingamentos ACIDENTE: Fumaça de secadores de café provoca engavetamento com cinco veículos em rodovia A ação desta quarta-feira (22) foi realizada pelo MPES, por meio dos grupos de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e ao Crime Organizado (Gaeco Norte), além do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). O caso tramita sob segredo de Justiça. Por isso, o Ministério Público informou que não divulgará, neste momento, os nomes dos presos nem das empresas investigadas. Prisões foram restabelecidas pela Justiça Segundo o Ministério Público, as prisões preventivas haviam sido decretadas em novembro de 2025. Parte dos investigados, no entanto, teve a medida substituída posteriormente por medidas cautelares. Após o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) restabelecer parte das prisões e o Ministério Público apontar que algumas determinações judiciais estavam sendo descumpridas, a 3ª Vara Criminal de Linhares voltou a decretar a prisão preventiva dos investigados. Operação contra fraude no comércio de café prende 8 investigados no Espírito Santo Divulgação/MPES Ao analisar o caso, a 1ª Câmara Criminal do TJES destacou que organizações criminosas voltadas para crimes econômicos mantêm estrutura permanente e capacidade de reorganização, o que justificaria a manutenção das prisões preventivas. Operação começou em 2025 A fase ostensiva da Operação Recepa foi deflagrada em 27 de novembro de 2025, quando 16 mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados por integrar o esquema. Na ocasião, o policial civil Walace Simonassi Borges estava entre os detidos, ele trabalhava em Marilândia, mas foi localizado em Colatina, e foi alvo de mandados de busca e de prisão preventiva. O MP não detalhou qual seria a participação dele no esquema. A defesa de Walace Simonassi Borges afirmou que não existe nada que desabone a conduta dele e que vai demonstrar que o cliente não tem envolvimento com o esquema criminoso. O policial civil Walace Simonassi Borges foi preso durante a Operação Recepa, contra fraude no comércio de café no Espírito Santo. Reprodução Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/07/22/operacao-contra-fraude-no-comercio-de-cafe-prende-8-investigados-no-es-prejuizo-aos-cofres-publicos-chega-a-r-430-milhoes.ghtml


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